QUEM BUSCA A VERDADE NÃO ABANDONA O CAMINHO
Depois de um longo inverno,
de um silêncio profundo,
uma voz retorna às telas
como quem regressa de outro mundo.
Foram anos de perdas,
de mudanças e reflexão;
há dores que não mostram o rosto,
mas pesam dentro do coração.
Às vezes, a palavra se cala
sob o ruído da hostilidade.
O insulto bate à porta,
e o cansaço pede liberdade.
Mas o que fazer da verdade
quando o mundo a rejeita?
Deixá-la no chão por medo,
ou sustentá-la quando a vida estreita?
É fácil cobrar coragem
de quem enfrenta a tempestade;
difícil é calçar seus passos
e conhecer sua realidade.
Por isso, antes do julgamento,
que exista humildade:
ninguém conhece por inteiro
o peso da dor de outra pessoa.
Ser cristão é carregar
uma chama em meio à escuridão;
não basta vestir uma crença,
é preciso vivê-la na ação.
O ego levanta seus muros,
multiplica a disputa e a confusão;
mas acima do orgulho humano
deve permanecer a direção.
O homem pode errar o passo,
vacilar, perder o vigor;
mas que não confunda a própria queda
com o desaparecimento do valor.
As estrelas seguem seu curso,
silenciosas no firmamento;
lembram que há caminhos maiores
que o capricho de um momento.
E que ninguém caminhe sozinho
se encontra abrigo numa união:
uma família pode ser proteção,
força compartilhada, sustentação.
Mas, afinal, o que é ser livre?
Fazer tudo o que a vontade mandar?
Seguir cada desejo que chama,
sem jamais aprender a governar?
Há uma liberdade mais alta
que não se mede pelo prazer:
é poder escolher o bem,
o belo e o justo a fazer.
A paixão pode nos dominar,
a vontade pode nos mover;
mas a razão deve aprender
a conduzir o que há em nosso ser.
A alma que obedece a todo impulso
pode chamar de liberdade a prisão;
pois quem não governa a si mesmo
entrega a outro o próprio coração.
Coragem, honra e virtude:
não são correntes, mas direção.
Quem cultiva princípios por dentro
resiste à tirania por fora, então.
Que a voz encontre seu retorno,
que o silêncio não seja o fim;
que o conhecimento volte a florescer
e a luz encontre passagem em nós.
Pois a verdade não é um abrigo
que se abandona ao primeiro temporal:
é um caminho que exige coragem,
mas também compaixão diante do real.
Que haja firmeza sem arrogância,
humildade sem submissão,
e liberdade bastante profunda
para governar a própria paixão.
Luz para quem ensina,
luz para quem tenta compreender;
e força para quem, mesmo ferido,
ainda encontra razões para renascer.
A VERDADE, O EGO E A LIBERDADE ESPIRITUAL
Entre o inverno tenebroso da mente
E o ruído das vozes que vêm criticar,
A alma que busca o Messias presente
Aprende a dor de não mais se curvar.
O ego reclama do peso da dor,
Das pedras lançadas por quem não entende,
Mas quem se entrega ao divino Amor
No fogo das provas a alma acende.
Não é ser livre fazer o que quer,
Escravo de impulsos da alma animal,
Mas sim sustentar a razão e a fé,
Buscando o Bem e a Luz primordial.
Platão já ensina a antiga lição:
Dominar a vontade, o desejo e a paixão.
Pois quem é guiado por honra e virtude
Encontra no Espírito a plenitude.
As estrelas jamais erram seu caminhar,
A Verdade é farol que não vai se apagar.
Ainda que o mundo intente julgar,
A Liberdade da Alma irá triunfar.
Que lindo. Buscamos a verdade pela eternidade, há encontramos no Verbo Vivo, somos parte do corpo de Cristo
Luz p’ra nós!
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