O Rei e o Cavalo
O Rei e o Cavalo
Há quem deseje um trono,
mas nunca aprenda a governar.
Confunde a força com o grito,
a grandeza com o olhar.
Constrói espelhos como muralhas,
coleciona aplausos ao redor,
sem perceber que toda coroa
pesa mais quando nasce do temor.
O ego é um cavalo selvagem:
forte, veloz, indispensável.
Pode atravessar montanhas,
ou lançar o cavaleiro ao abismo inevitável.
Não foi criado para reinar,
mas para servir ao viajante.
Quando toma as rédeas do caminho,
transforma o instante em combate constante.
Então surgem guerras invisíveis:
a necessidade de vencer,
o medo de parecer pequeno,
a incapacidade de aprender.
Mas existe um silêncio mais alto
que qualquer multidão.
Nele, a consciência desperta
e retoma a direção.
Já não luta por ser maior,
nem diminui quem está ao lado.
Descobre que o verdadeiro poder
é manter o próprio centro preservado.
Quem domina a si mesmo
não perde tempo colecionando vitórias.
Prefere construir futuros
em vez de proteger memórias.
Porque a maior conquista do homem
não é vencer outro ser.
É transformar a própria força
em liberdade para crescer.
E quando o ego finalmente compreende
que nasceu para caminhar, não para mandar,
o indivíduo deixa de buscar um trono…
e começa, enfim, a edificar um Reino.

Amém! Luz p’ra nós!
Compartilhando!