Agosto 5, 2026

A Espinha Dorsal da História – O Ciclo dos Ossos de Adão

Por Rogerio Souza
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O Ciclo dos Ossos de Adão

No berço do tempo, onde a história se tece,

Um ciclo ancestral, em mistério floresce.

Dos ossos de Adão, a memória se ergue,

Ecos de um Éden que a alma não esquece.

Azul da ordem, em fé se sustenta,

Humildade e paz, que a alma alimenta.

Vermelho do ego, em chamas se expande,

Tecnologia e orgulho, que a terra comanda.

Caim, o construtor, de mãos calejadas,

Forjou a ciência, em terras lavradas.

Não vilão, mas pai, de um saber profundo,

Que escraviza ou liberta, o destino do mundo.

Entre a queda e o saber, a serpente sussurra,

Consciência e escolha, em cada aventura.

Não o fruto proibido, mas o orgulho que cega,

Desvia o caminho, e a verdade renega.

O tempo, um toróide, em espiral sem fim,

Seis milênios de luta, do início ao fim.

Babel, a torre, em vaidade se eleva,

Contra o Pentecostes, que a alma releva.

Violeta da graça, em Cristo se encontra,

A dualidade cessa, a esperança desponta.

No sétimo milênio, o descanso prometido,

Onde o Éden reencontra, o espírito querido.

Assim, nos ossos de Adão, a história se revela,

Da morte à ressurreição, a profecia sela.

Um ciclo sagrado, em cada alvorecer,

A humanidade busca, o seu renascer.


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