A Espinha Dorsal da História – O Ciclo dos Ossos de Adão
O Ciclo dos Ossos de Adão
No berço do tempo, onde a história se tece,
Um ciclo ancestral, em mistério floresce.
Dos ossos de Adão, a memória se ergue,
Ecos de um Éden que a alma não esquece.
Azul da ordem, em fé se sustenta,
Humildade e paz, que a alma alimenta.
Vermelho do ego, em chamas se expande,
Tecnologia e orgulho, que a terra comanda.
Caim, o construtor, de mãos calejadas,
Forjou a ciência, em terras lavradas.
Não vilão, mas pai, de um saber profundo,
Que escraviza ou liberta, o destino do mundo.
Entre a queda e o saber, a serpente sussurra,
Consciência e escolha, em cada aventura.
Não o fruto proibido, mas o orgulho que cega,
Desvia o caminho, e a verdade renega.
O tempo, um toróide, em espiral sem fim,
Seis milênios de luta, do início ao fim.
Babel, a torre, em vaidade se eleva,
Contra o Pentecostes, que a alma releva.
Violeta da graça, em Cristo se encontra,
A dualidade cessa, a esperança desponta.
No sétimo milênio, o descanso prometido,
Onde o Éden reencontra, o espírito querido.
Assim, nos ossos de Adão, a história se revela,
Da morte à ressurreição, a profecia sela.
Um ciclo sagrado, em cada alvorecer,
A humanidade busca, o seu renascer.

Luz p’ra nós!